Hoje é Dia do Pai.
Desde já congratulo todos os homens que tiveram ou têm o prazer de poder ser chamados de Pai.
No outro dia, estava eu a conversar com a Dreamy Girl na paragem do metro, quando chega uma rapariga a falar sobre a prenda que ia oferecer ao seu pai.
Naquele momento pude vislumbrar uma tristeza no olhar da Dreamy Girl.
Lembrei-me então das palavras por ela proferidas cerca de quatro anos atrás:
"A saudade...que saudades que tenho tuas, pai. Como dói saber que não voltarei a ver os teus olhos a brilhar, o sorriso que contagiava uma sala. Como dói saber que não voltarei a ter uma resposta tua quando falar contigo..."
É tão triste e doloroso quando se perde alguém de quem se gosta muito. Quando crescemos a admirar alguém que acreditamos que estará sempre connosco ou pelo menos que não vai partir tão cedo...
Apanha-nos sempre desprevenidos...aquela dor que não mais se esquece, o vazio, o sentimento da dura crueldade que se apoderou de nós, e a certeza absoluta que não podemos fazer nada, a não ser chorar, chorar muito, numa tentativa vã de afastar a dor que não suportamos até finalmente não termos mais lágrimas que afastem a tristeza.
Depois do choque, temos duas hipóteses:
- Entregarmo-nos à tristeza; ou
- Levantarmos a cabeça, olhar para o que temos, agradecer e procurar por todas as formas seguir em frente.
Foi por esta última hipótese que a Dreamy Girl optou. E quando não mais conseguiu lutar sozinha procurou ajuda para aprender a lidar com a dor.
Ao contrário do que nos dizem, o tempo não apaga tudo. A dor não desaparece!!! No entanto, as memórias que guardamos e partilhamos das pessoas que partiram são as cicatrizes que nos permitem continuar. É preciso encontrar uma forma, e cada pessoa tem a sua, para fechar a maior das feridas que um ser humano pode ter.
Surgem-me agora à lembrança as palavras proferidas pela Dreamy Girl uns anos depois de perder o pai.
"Inicialmente pensei que o tivesse perdido completamente, mas não. Ele continua comigo. Tenho a memória do seu olhar, do seu sorriso e dos ensinamentos que me passou. É assim que o mantenho vivo. Na minha memória!!!"
"Gosto de falar dele, gosto de falar com ele, gosto simplesmente de me lembrar dos bons momentos que passei com o meu pai."
Há gente que vive muitos anos e não tem quem goste ou queira falar deles. Que tristeza que é!
Para mim, e a Dreamy Girl concordará comigo, a vida só vale a pena quando temos quem se lembre e goste de falar de nós. Quando temos pessoas que se lembram de nós com saudade, com carinho, então, podemos dizer que a nossa vida valeu a pena!!!
Em memória da pessoa que me ensinou a sorrir para a vida :)
Desde já congratulo todos os homens que tiveram ou têm o prazer de poder ser chamados de Pai.
No outro dia, estava eu a conversar com a Dreamy Girl na paragem do metro, quando chega uma rapariga a falar sobre a prenda que ia oferecer ao seu pai.
Naquele momento pude vislumbrar uma tristeza no olhar da Dreamy Girl.
Lembrei-me então das palavras por ela proferidas cerca de quatro anos atrás:
"A saudade...que saudades que tenho tuas, pai. Como dói saber que não voltarei a ver os teus olhos a brilhar, o sorriso que contagiava uma sala. Como dói saber que não voltarei a ter uma resposta tua quando falar contigo..."
É tão triste e doloroso quando se perde alguém de quem se gosta muito. Quando crescemos a admirar alguém que acreditamos que estará sempre connosco ou pelo menos que não vai partir tão cedo...
Apanha-nos sempre desprevenidos...aquela dor que não mais se esquece, o vazio, o sentimento da dura crueldade que se apoderou de nós, e a certeza absoluta que não podemos fazer nada, a não ser chorar, chorar muito, numa tentativa vã de afastar a dor que não suportamos até finalmente não termos mais lágrimas que afastem a tristeza.
Depois do choque, temos duas hipóteses:
- Entregarmo-nos à tristeza; ou
- Levantarmos a cabeça, olhar para o que temos, agradecer e procurar por todas as formas seguir em frente.
Foi por esta última hipótese que a Dreamy Girl optou. E quando não mais conseguiu lutar sozinha procurou ajuda para aprender a lidar com a dor.
Ao contrário do que nos dizem, o tempo não apaga tudo. A dor não desaparece!!! No entanto, as memórias que guardamos e partilhamos das pessoas que partiram são as cicatrizes que nos permitem continuar. É preciso encontrar uma forma, e cada pessoa tem a sua, para fechar a maior das feridas que um ser humano pode ter.
Surgem-me agora à lembrança as palavras proferidas pela Dreamy Girl uns anos depois de perder o pai.
"Inicialmente pensei que o tivesse perdido completamente, mas não. Ele continua comigo. Tenho a memória do seu olhar, do seu sorriso e dos ensinamentos que me passou. É assim que o mantenho vivo. Na minha memória!!!"
"Gosto de falar dele, gosto de falar com ele, gosto simplesmente de me lembrar dos bons momentos que passei com o meu pai."
Há gente que vive muitos anos e não tem quem goste ou queira falar deles. Que tristeza que é!
Para mim, e a Dreamy Girl concordará comigo, a vida só vale a pena quando temos quem se lembre e goste de falar de nós. Quando temos pessoas que se lembram de nós com saudade, com carinho, então, podemos dizer que a nossa vida valeu a pena!!!
Em memória da pessoa que me ensinou a sorrir para a vida :)